24 de outubro de 2010

Adeus... quase ano-velho.



Olá, meus queridos. Nossa, tem tanto tempo que eu não venho aqui, que nem sei por onde começar. Mas a inspiração, vocês sabem como é, temos que aproveitar quando vem, e a danada não vinha de jeito nenhum! Mas hoje, domingo, 24 de outubro, eu acordei meio inspirado para falar sobre uma coisa: Caramba, como o ano passou rápido!
Eu me dei conta disso semana passada, quando fui cortar o cabelo. A mulher cortou mais do que eu queria, então eu virei, revoltado, e disse para minha mãe: Só vou cortar o cabelo depois do meu aniversário! Mas aí eu me dei conta que faltavam pouco mais de dois meses para meu aniversário, e é esse o prazo que eu espero para cortar cabelo. E isso me fez pensar. Acho que todo ano fazemos isso, colocamos tudo o que aconteceu em nosso ano em uma mesa com uma balança e saímos distribuindo os pesinhos, para saber o que foi bom, o que foi ruim. E o meu ano conseguiu ser, ao mesmo tempo, ótimo e péssimo.
A parte boa é porque eu saí da minha vidinha de interior, vim para uma cidade que pode me oferecer maiores oportunidades de estudo, trabalho, enfim, de tudo. Entrei na faculdade, muito bem, diga-se de passagem, e, a cada dia que passa, eu tenho certeza que é isso que eu quero para minha vida. Cada dia que passa, eu me realizo mais ainda em meu curso, o que é bom. Eu tinha tanta dúvida sobre o que fazer, se iria gostar, se seria um bom profissional. Bom, essa última parte, não tem como eu saber, mas estou me esforçando para isso.
Conheci pessoas, fiz ótimas amizades e tive uma aproximação inexplicável com algumas. Pessoas que me ajudam, que me fazem rir, que me xingam quando eu tô errado e comemoram comigo quando estou feliz. Pessoas que, sem elas, a minha vida não seria a mesma at all.
Por outro lado, contrapondo com essas duas coisas maravilhosas, tem apenas um probleminha... Apenas um, que simplesmente não deixa o meu ano ser bom. Quem me acompanha diariamente já sabe do que eu estou falando: a minha mãe. Até pouco tempo atrás, ela e eu éramos como amigos: chegávamos, ríamos, trocávamos ideias. Quase nunca brigávamos e, quando isso acontecia, não conseguíamos ficar cinco minutos brigando. A gente começava a rir e se abraçava. Isso me deu até vontade de rir, pois comecei a lembrar de como era engraçado. Pena que acabou. Ela casou, eu fui morar com meu pai e esse ano voltamos a morar juntos. E eu simplesmente não conheço aquela pessoa mais. Bom, eu imagino que não deve ser fácil para uma mãe aceitar um filho de uma forma que ela não quer, acho que nenhuma mãe o pai sonha em ter um filho homossexual. Bom, posso estar errado, mas não vejo outro motivo para ser tão preso assim. Para ter essa vida que eu tenho de ser obrigado a ir à igreja, como se isso fosse me "levar para o caminho da luz" ou whatever, enquanto, para sair, nem que seja ir ao cinema, dar uma volta no shopping, sei lá.. isso, eu não posso. Quando ela resolve não encher, é um custo do cão. Acho que não há outra explicação para tamanha superproteção. Acho que vou começar a cantar Overprotected, da Britney, pra ela. -q

What am I to do with my life
How am I supposed to know what's right?
I can't help the way I feel
But my life has been so overprotected
I don't need nobody telling me just what I wanna
What I want what what I'm gonna
Do about my destiny
I'm so fed up with people telling me to be
Someone else but me

Acho que essa música encaixa-se perfeitamente com o meu ano, que ainda não acabou. Embora esteja perto, a gente nunca sabe o que o dia de amanhã nos reserva. Mas espero que tudo acabe bem, e tenho fé que irá. Bom, esse é mais um post daqueles nonsense. Acho que meu blog deveria mudar de nome. HUAUUAHUAHUAHUAHUA Mas enfim, acordei com vontade de escrever isso. Espero que gostem.

Comentem. :D
E ah, ouçam essa música aqui:


5 comentários:

Anônimo disse...

com certeza a coisa vai melhorar sim, fiquei aqui pensando na sua mãe, aquela pessoa de antes ainda deve estar lá, em algum lugar, ela só não está sabendo colocar pra fora =/ espero que ela consiga isso logo, enfim, tudibom pra você amor

Anônimo disse...

As coisas boas acontecem pra que a gente consiga suportar e ter forças pra passar pelas coisas ruins da vida. E você sabe que não é de uma hora para a outra, mas isso vai acabar.

Te amo <3
Cah

Anônimo disse...

Olá Gus, querido!
Eu acredito que todo mundo tem coisas boas e ruins no ano. Acho que o dia de vc se rebelar se aproxima, com o tempo o jogo vira. Vc vai ver! Amei citação de Overprotected e o post de The Corrs! =)

Beijooooo

@EllaDree

Ludmila Rohr disse...

Acho que não deve ser fácil pra qq pessoa assumir sua homossexualidade para os pais, e da mesma forma não deve ser fácil para os pais, verem seus filhos fugirem de suas projeções...sejam ela quais forem.
Nenhum pai ou mãe projeta para seus filhos uma orientação sexual que não seja hétero...é assim mesmo. Leva um tempo para que saibamos lidar com qq quebra das nossas projeções para filhos..
Tenho uma amiga lésbica, adulta, bem sucedida, que ouviu da mãe na adolescência que preferia q ela fosse prostituta a lésbica..
Bom...diria pra vc que sua mãe..aquela que é sua amiga..ainda existe..., mas que ela tem medo do filho que não existe mais (o da projeção), e tem culpa (o q será q fiz de errado?)...
Se vc um dia conseguir..sente com ela..diga de forma adulta, q vc é o mesmo..que vc é o filho dela...mas que agora vc está se tornando adulto..e que cada vez mais será diferente do que ela projetou...mas, que continua sendo o filho dela..etc..etc..
Ela vai aos poucos aprender a lidar com isso...
Não veja a sua mãe como inimiga..ela sempre será sua mãe..e com certeza ela sofre agora...pq o "filhinho" dela não existe mais..

bjos

Caio Lucio de Benedetto disse...

Olá...sinto-me um pouco desconfortável em comentar essa postagem, porque é 1ª vez que vi o seu blog, o qual é estou achando muito bom. Parabéns !!! E Guilherme, sorria e tire proveito de cada vão momento que nos é passado a cada dia, deixando de lado, na reflexão, aquelas vagas fortes que aparecem na vida. A música foi uma excelente escolha, muito boa a letra. Tenha muito sucesso nessa jornada do Direito !